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- mar 24, 2025
A modernização de aplicações é essencial para garantir eficiência, escalabilidade e inovação. Sistemas desatualizados podem comprometer o desempenho, dificultar a integração com novas tecnologias e gerar altos custos de manutenção.
Com a modernização, é possível melhorar a experiência do usuário, aumentar a segurança e otimizar a gestão dos sistemas, tornando-os mais ágeis e preparados para o futuro.
Neste artigo, entenda melhor o que é a modernização de aplicações e como aplicá-la na sua empresa de forma eficiente. Continue a leitura!
A modernização de aplicações é o processo de atualização ou transformação de sistemas para torná-los mais eficientes, escaláveis e alinhados com as demandas tecnológicas atuais. Esse processo pode envolver a atualização da infraestrutura de TI, a reestruturação da arquitetura interna ou a implementação de novos recursos.
A modernização pode ser feita de diversas formas, como:
Cada abordagem deve ser escolhida conforme as necessidades do negócio e a complexidade da aplicação existente.
Um exemplo de estrutura monolítica é: um tronco de madeira, para que seja concebida uma escultura, suas formas devem ser lapidadas e, após serem finalizadas, o processo de realizar alterações ou ajustes se torna difícil, pois se trata de um objeto inteiriço. Isso é monolítico.
Dessa forma, o maior desafio em modernizar uma aplicação com estrutura monolítica se encontra em não poder dividi-la, funcionando em apenas um processo.
Outro desafio é na situação em que uma aplicação de software está conectado a diversos componentes dentro de uma plataforma, presumindo que, quanto maior for a aplicação, maior serão as dificuldades em inserir novos recursos rapidamente.
Duas características que fazem os aplicativos legados serem mais difíceis no processo de modernização são: caros de escalar e geram dificuldade para serem atualizados.
A resposta para este problema se encontra na arquitetura de microsserviços, que resumidamente se trata de uma estrutura de aplicação com grupos de serviços, onde é separado o sistema e cada seção tem acesso a seu banco de dados ou a algum serviço externo.
Com a arquitetura de microsserviços, os componentes são bem menores. Dessa forma, podem ser criados e dimensionados independentemente do outros componentes, mas também existem recursos modernos para modernização das aplicações, como a nuvem (Cloud Computing) e estrutura de códigos (DevOps).
A modernização exige mudanças estruturais que impactam processos, equipes e tecnologias. A adaptação a novas metodologias, como o uso de arquiteturas baseadas em microsserviços e a migração para a nuvem, pode gerar resistência interna e dificuldades operacionais.
Para minimizar esses impactos, é fundamental um bom planejamento, a capacitação dos profissionais envolvidos e a implementação de estratégias que garantam uma transição gradual e controlada.
A migração de sistemas legados para infraestruturas modernas pode expor vulnerabilidades caso a segurança não seja tratada como prioridade. A adoção de novas tecnologias deve incluir a criptografia de dados, a implementação de autenticação robusta e a conformidade com normas de proteção de informações.
Além disso, a realização de testes contínuos e o monitoramento proativo ajudam a identificar e mitigar riscos antes que se tornem problemas críticos.
Garantir que a aplicação modernizada tenha um bom desempenho e consiga escalar conforme a demanda é um desafio essencial, pois arquiteturas mal planejadas podem levar a lentidão, consumo excessivo de recursos e dificuldades na adaptação a picos de uso.
O uso de computação em nuvem, balanceamento de carga e otimização do código são algumas estratégias que ajudam a manter um desempenho estável e garantir que a aplicação possa crescer conforme as necessidades do negócio.
A modernização de aplicações tem o objetivo de reduzir custos, aumentar a agilidade do serviço e propiciar uma melhor experiência ao usuário.
Diversas empresas tendem a se manter da forma que se originaram, não promovendo mudanças ou modernização nos seus métodos, no entanto, esses investimentos costumam ter um retorno rápido, e valem a pena de muitas formas.
Vamos ver alguns benefícios gerados pela modernização de aplicações:
Migrar as aplicações para o ambiente da nuvem é um processo de modernização que gera economia para seu negócio. O motivo é por não necessitar de suporte a aplicativos novos, a redução de gastos com hardware e por sua infraestrutura, software e administração.
Com estratégias de TI híbridas, com base nas soluções proporcionadas pela nuvem, é possível gerar uma economia e eficiência na utilização de recursos do seu negócio.
Hoje em dia, com tamanha competitividade em conquistar os clientes, a demora ou ausência de recursos podem afastar futuros compradores, ou perder os atuais para a concorrência.
Porém, as aplicações modernas se adequam ao uso do cliente, por serem compatíveis em todo e qualquer dispositivo, podendo integrar diversos recursos sob as necessidades específicas de cada cliente. Isso proporciona uma boa experiência ao usuário.
A modernização das aplicações torna mais simples a atualização das mesmas. Isso é feito na implantação de novos recursos e sua otimização, o que é possível, pois a nuvem fornece um suporte ágil a estratégia de tecnologia.
Isso é feito da seguinte forma:
As principais tecnologias para modernização de aplicações incluem computação em nuvem e a implementação de contêineres para facilitar o desenvolvimento, o deploy e a manutenção das aplicações.
A computação em nuvem é um dos pilares da modernização, permitindo maior flexibilidade e escalabilidade. A nuvem privada é utilizada quando há a necessidade de um ambiente exclusivo, garantindo mais controle e segurança.
Já a nuvem híbrida junta infraestruturas locais com serviços de nuvem pública, possibilitando um equilíbrio entre desempenho e custo.
A estratégia multicloud, por sua vez, distribui cargas de trabalho entre diferentes provedores, evitando dependência de um único fornecedor e aumentando a resiliência dos sistemas.
A escolha entre essas opções depende dos requisitos de segurança, conformidade regulatória e desempenho de cada aplicação.
A virtualização de aplicações por meio de contêineres simplifica a implantação e a escalabilidade dos sistemas.
Os contêineres permitem que as aplicações sejam executadas de maneira isolada, garantindo consistência entre diferentes ambientes, desde o desenvolvimento até a produção.
O Kubernetes, plataforma de orquestração de contêineres, facilita a automação do gerenciamento, distribuição e escalonamento dessas aplicações, garantindo alta disponibilidade e otimização dos recursos.
Antes de iniciar a modernização, é necessário avaliar o estado atual das aplicações e identificar as principais necessidades e desafios.
Essa análise inclui a verificação da compatibilidade com novas tecnologias, o levantamento de requisitos de desempenho e segurança e a identificação dos sistemas críticos para o negócio.
Com base nesse diagnóstico, é elaborado um plano estratégico, definindo prazos, recursos necessários e possíveis impactos da modernização.
Após o planejamento, a próxima etapa envolve a escolha da abordagem de modernização mais adequada. Existem cinco opções principais:
Com a estratégia definida, inicia-se a fase de reestruturação da arquitetura do sistema, que pode envolver a transição de uma arquitetura monolítica para microsserviços, a implementação de computação em nuvem ou a adoção de contêineres.
O design das novas aplicações deve priorizar modularidade, escalabilidade e compatibilidade com futuras inovações tecnológicas.
A modernização de aplicações requer a adoção de tecnologias que garantam eficiência e segurança.
Para isso, é possível implementar infraestruturas em nuvem, realizar a orquestração de contêineres com Kubernetes, automatizar processos com DevOps e a integração de inteligência artificial para análise de dados e otimização de operações.
A escolha das tecnologias deve estar alinhada aos objetivos estratégicos e às necessidades do sistema.
Nesta etapa, a aplicação passa por testes rigorosos para garantir seu funcionamento adequado, como avaliação de desempenho, segurança, compatibilidade e usabilidade, além da validação de integração com outros sistemas.
Os testes contínuos garantem que a modernização atenda aos padrões de qualidade e melhore a experiência do usuário.
Mesmo após a implementação, a modernização não é um processo estático. O monitoramento contínuo é essencial para detectar falhas, prever problemas de desempenho e garantir a escalabilidade do sistema.
Ferramentas de observabilidade, como logs centralizados e métricas de uso, ajudam a identificar pontos de melhoria e a otimizar o funcionamento da aplicação conforme novas demandas surgem.
Esse ciclo de otimização contínua garante que a modernização traga benefícios sustentáveis a longo prazo.
A modernização de aplicações exige expertise para garantir que a transição ocorra de maneira eficiente, segura e alinhada às necessidades do negócio. Contar com uma empresa especializada nesse processo reduz riscos, melhora a performance das aplicações e acelera a transformação digital.
A SantoDigital é referência em modernização de aplicações, com soluções estratégicas para a migração e aprimoramento de sistemas na nuvem.
Com mais de 10 anos de experiência e um portfólio de mais de 2.000 empresas atendidas no Brasil, oferecemos consultoria especializada e tecnologias avançadas para garantir eficiência e inovação.
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A modernização de aplicações é o processo de atualização ou transformação de sistemas para torná-los mais eficientes, escaláveis e alinhados às demandas tecnológicas atuais.
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