- 9 minutos
- jul 22, 2026
Se você tentou acessar o Whisk do Google recentemente para misturar fotos e criar artes personalizadas, provavelmente se deparou com um redirecionamento automático. Isso aconteceu porque o Google encerrou oficialmente essa ferramenta experimental no dia 30 de abril de 2026. A boa notícia é que as principais funções desse gerador não sumiram do mapa, elas foram integradas ao Flow, o estúdio de criação digital unificado do Google Labs.
Essa mudança pegou muitos profissionais de marketing e criadores de surpresa. O Whisk ganhou fama por sua interface simples, que usava referências visuais de sujeito, cena e estilo em vez de comandos escritos complexos. Agora, para continuar produzindo com consistência, você precisa se adaptar à nova plataforma integrada do Google.
Mas o que muda na prática para o seu fluxo de trabalho? Entender o destino das suas mídias antigas e como acessar o recurso de remixar imagens na plataforma atual é essencial para não perder produtividade. Vamos ao que interessa!
O Whisk Google foi desativado permanentemente no dia 30 de abril de 2026, após um ciclo de testes públicos de 16 meses. O anúncio oficial da mudança ocorreu em fevereiro de 2026 pelo Google, preparando os usuários para o encerramento. Essa descontinuação reflete o ciclo padrão de projetos do Google Labs, que costumam ser encerrados para que as suas funções de maior sucesso sejam integradas a soluções mais amplas.
Não se trata de um fracasso. A decisão faz parte de um plano estratégico para unificar o catálogo de ferramentas criativas de inteligência artificial da empresa sob uma única marca: o Flow.
Antes dessa mudança, criadores lidavam com um ecossistema fragmentado, navegando entre o Whisk, o ImageFX e editores de vídeo separados. Centralizar esses recursos em torno dos novos modelos Veo 3.1 e Gemini 3.1 Pro simplifica o desenvolvimento e o suporte técnico.
O recurso de mesclar imagens que tornou o antigo gerador popular foi mantido, mas agora ele atua como um ingrediente interno dentro de um estúdio de design e edição muito mais maduro.
Se você não tomou nenhuma providência antes do prazo final, todas as suas criações do Whisk foram apagadas permanentemente dos servidores do Google. Não existe nenhum processo de suporte ou ferramenta milagrosa capaz de recuperar essas imagens e animações após o dia 30 de abril de 2026. A eliminação foi definitiva para cumprir as regras estabelecidas pelo serviço.
Quem optou pela migração ativa ou baixou os arquivos antes do desligamento conseguiu salvar o trabalho. No entanto, se o prazo passou e o seu acervo digital foi apagado, o único caminho realista é recriar as suas artes digitais. Os prompts do Whisk costumavam ser curtos e fáceis de reescrever.
Fique muito atento a promessas falsas que circulam pela internet. Serviços de terceiros que garantem restaurar os bancos de dados do antigo Whisk são fraudulentos. Os servidores de backup da empresa foram completamente esvaziados. Não caia em golpes de restauração.
O Flow é um estúdio criativo completo de inteligência artificial criado pelo Google Labs em 20 de maio de 2025. Em vez de focar apenas em uma imagem isolada por vez, essa plataforma unifica a geração de fotos, a edição precisa de elementos e a produção de vídeos em uma única interface organizada.
Os recursos que tornaram o Whisk popular, como a capacidade de misturar referências visuais para criar novos resultados, continuam disponíveis dentro desse novo ambiente integrado.
O ecossistema é alimentado por um conjunto de modelos de inteligência artificial de ponta. O Imagen lida com a geração de textos para imagem de alta fidelidade , enquanto o Nano Banana Pro realiza edições precisas de imagem e trocas de objetos. Para a criação de vídeos com qualidade cinematográfica e controle de câmera, a plataforma utiliza o motor Veo 3.1. Tudo isso é gerenciado pelo Gemini 3.1 Pro, que interpreta seus comandos em linguagem natural de forma precisa.
A curva de aprendizado ficou mais íngreme. O antigo Whisk trabalhava de forma simples com três slots fixos para sujeito, cena e estilo. O Flow muda essa lógica e foca no conceito de cenas sequenciais, oferecendo linha do tempo, controle de câmera (pan, zoom e dolly) e a capacidade de estender clipes existentes. É um salto técnico real.
O resultado é uma ferramenta muito mais madura para sustentar projetos longos com consistência visual. Vale o esforço de adaptação.
Você pode acessar as funções clássicas do Whisk diretamente no menu de ferramentas do Flow. O Google realocou o editor para uma barra lateral para que ele não dispute espaço com a linha do tempo principal.
O processo é simples. Siga este passo a passo para reativar a ferramenta:
O funcionamento do Whisk pode ser explicado em quatro passos simples:
Esse fluxo é pensado para ser rápido, intuitivo e colaborativo. Em vez de se preocupar em escrever um prompt perfeito, o criador pode brincar com imagens e deixar a IA fazer o trabalho pesado de síntese e criação.
Na prática, isso abre novas possibilidades para designers, profissionais de marketing, educadores e criadores de conteúdo, que conseguem visualizar ideias em segundos e testar diferentes direções criativas sem depender de descrições textuais complexas.
O Whisk organiza a criação de imagens em três componentes principais: assunto, ambiente e estilo. Cada um deles representa um aspecto visual que pode ser manipulado e combinado, tornando o processo criativo mais modular e flexível.
Um dos diferenciais do Whisk é a possibilidade de misturar referências visuais. Imagine que você carregue a foto de um cachorro (assunto), uma sala de estar minimalista (ambiente) e o estilo de um pôster retrô (estilo). O resultado será uma nova imagem que combina todos esses elementos em segundos, algo que seria mais trabalhoso ao tentar descrever por texto.
Esse sistema torna o Whisk especialmente útil para brainstorming rápido, já que permite explorar diferentes direções criativas sem precisar dominar a escrita de prompts longos e detalhados.
O Whisk foi projetado para ser uma ferramenta simples e intuitiva, ideal para quem quer desenvolver ideias visuais sem precisar dominar prompts complexos.

Entre no Google Flow (https://labs.google/fx/tools/flow) e faça login com a sua conta Google com assinatura de planos que incluam IA. Depois, clique em “+ Novo projeto”.

Na barra lateral, clique em “Ferramentas” e encontre o Whisk na seção “Experimental”. Ela estará mais para o final da página, conforme indicado na imagem.


O Whisk organiza as referências para criação da imagem em três categorias:
Arraste e solte imagens ou faça upload manual. Você pode usar mais de uma imagem em cada categoria.

Opcionalmente, insira um prompt de texto curto para orientar o resultado da sua imagem no Whisk. Por exemplo, “versão minimalista” ou “com iluminação noturna”.

Clique na seta ou pressione Enter para solicitar a geração da imagem. O Whisk vai combinar os elementos enviados e criar composições baseadas no processamento do Gemini e do Imagen.
Quando estiver satisfeito, baixe suas criações no Whisk em formato de imagem.

Para ter melhores resultados no Whisk:
A inclusão do Whisk no Google Flow marca a transição de experimentos isolados para uma plataforma de criação de mídia profissional e unificada. O Google agora aposta em ferramentas que combinam geração de imagem, edição precisa e vídeo em um único ambiente.
A perda de uma página exclusiva do Whisk causou frustração entre criadores acostumados com sua facilidade de uso. No entanto, a migração para o Flow revela uma nova estratégia do Google Labs, focada em fornecer ferramentas capazes de sustentar produções visuais complexas e com coerência entre as cenas.
O mercado de geradores de IA mudou. Ao integrar modelos como Imagen e Veo 3.1 no mesmo painel, você cria campanhas completas de marketing diretamente. A transição requer algumas semanas de treino. Contudo, o ganho na qualidade do trabalho final compensa o esforço.
O futuro da criação visual no ecossistema Google reserva ferramentas cada vez mais integradas a recursos de vídeo com áudio nativo. Modelos de edição como o Nano Banana Pro mostram que a prioridade da empresa é dar controle cirúrgico sobre cada pixel. Esqueça os ajustes genéricos. Para quem já tem acesso ao ambiente do Google Labs, dominar essa nova estrutura integrada é o passo mais inteligente para liderar o mercado de criação de conteúdo digital.
Na SantoDigital, nós descomplicamos a evolução tecnológica da sua empresa, estruturando a adoção do Google Workspace diretamente em torno da inteligência artificial. Fazemos com que ferramentas como Gemini e NotebookLM gerem valor imediato para o negócio, evitando que as licenças contratadas fiquem ociosas.
Nós eliminamos o excesso de teoria promovendo dinâmicas interativas para engajar os colaboradores. Tecnologia precisa virar hábito, e essa abordagem prática resolve o verdadeiro gargalo da inovação, que quase sempre se mostra como uma barreira cultural, e não como uma limitação de software.
A SantoDigital conduz esse processo de capacitação de perto, enquanto garante que a sua equipe extraia o potencial máximo das ferramentas Google no dia a dia de trabalho.
Fale com um de nossos especialistas agora mesmo!
O Whisk é uma ferramenta experimental de inteligência artificial lançada pelo Google Labs. Diferente dos geradores de imagens tradicionais baseados apenas em texto, o Whisk permite criar e remixar imagens a partir de outras imagens, organizadas em três componentes principais: assunto, ambiente e estilo.
Não é possível recuperar os conteúdos do Whisk criados antes da migração para o Flow. O Google apagou permanentemente todas as mídias não migradas ou não baixadas antes de 30 de abril de 2026. Não existem servidores de backup ativos ou canais de suporte técnico que possam restaurar esses arquivos. Se você perdeu o prazo de migração, precisará recriar seus prompts do zero no novo painel.
Sim, eles continuam disponíveis. Como o Flow e o Whisk compartilham o mesmo sistema de faturamento vinculado ao Google One, seus créditos restantes foram transferidos automaticamente. Usuários das assinaturas AI Pro ou AI Ultra já encontram o saldo disponível ao fazer login no Flow.
Crédito das imagens: SantoDigital