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Tecnologia na saúde: impacto das inovações no setor

  • Por: SantoDigital
  • abr 2, 2025
  • 7 minutos
Médica em um ambiente clínico ou hospitalar moderno, com iluminação suave e tons frios. Ela está vestida com jaleco branco, roupa cirúrgica verde por baixo e um estetoscópio pendurado no pescoço. A médica segura um tablet digital, sobre o qual são projetadas holografias em tom esverdeado — gráficos, estruturas moleculares, dados biométricos e representações digitais relacionadas à saúde e medicina. Ela está concentrada, analisando atentamente as informações. O cenário e os elementos visuais sugerem o uso da tecnologia na saúde.

A tecnologia na saúde responde aos principais gargalos do setor: alto volume de atendimentos, diagnósticos que precisam ser cada vez mais rápidos e uma gestão que exige mais precisão com menos recursos.

O problema é que muitos hospitais ainda lidam com dados fragmentados, equipes sobrecarregadas e sistemas que não se integram.

Neste artigo, mostramos como a tecnologia resolve essas questões e melhora a experiência para todos os envolvidos. Acompanhe!

O que é a tecnologia na saúde?

A tecnologia na saúde refere-se ao uso ferramentas digitais para apoiar o atendimento ao paciente, melhorar a gestão hospitalar e tornar o uso de dados mais eficiente.

Isso envolve desde prontuários eletrônicos até soluções com inteligência artificial, telemedicina e automação de tarefas clínicas.

Qual a importância da tecnologia para a saúde?

A tecnologia na saúde é importante, pois assegura:

  • Precisão nos diagnósticos: ferramentas com inteligência artificial analisam exames de imagem e dados clínicos com mais rapidez e confiabilidade, o que ajuda a evitar falhas nos diagnósticos;
  • Redução do tempo de atendimento e triagem: sistemas inteligentes realizam a triagem com base em sintomas relatados pelo paciente. Dessa forma, os profissionais podem concentrar esforços nos casos mais críticos;
  • Otimização da gestão hospitalar: soluções automatizadas organizam estoques, controlam leitos e ajudam no agendamento de consultas. Com isso, os recursos passam a ser usados de forma mais estratégica;
  • Monitoramento remoto: dispositivos vestíveis e sensores acompanham a saúde do paciente à distância e em tempo real, assim, alterações nos sinais vitais são identificadas com agilidade;
  • Tratamentos personalizados: o uso de big data e dados genéticos permite definir terapias específicas para cada perfil de paciente, e o tratamento passa a ser personalizado;
  • Segurança de dados: tecnologias, como blockchain e criptografia, garantem a proteção das informações médicas, evitando vazamentos e usos indevidos;
  • Redução de erros operacionais: ao automatizar rotinas administrativas e clínicas, as instituições conseguem registrar informações com mais precisão e evitar falhas em processos;
  • Integração entre unidades: com os prontuários eletrônicos compartilhados, diferentes unidades de saúde têm acesso ao histórico do paciente, o que melhora a continuidade do cuidado;
  • Melhoria da experiência do paciente: o atendimento se torna mais fluido e confiável, o que eleva a satisfação do paciente e fortalece a relação com o serviço de saúde.
  • Sustentabilidade: a adoção de soluções digitais diminui o uso de papel, reduz desperdícios e ajuda a criar ambientes hospitalares mais sustentáveis.

Qual é o cenário da tecnologia na saúde no Brasil?

A pesquisa TIC Saúde 2023 mostra que a tecnologia na saúde já é realidade em boa parte das instituições brasileiras. Hoje, 98% dos estabelecimentos utilizam computadores e 99% têm acesso à internet. O prontuário eletrônico está presente em 87% deles — número que era de 74% em 2016.

A telemedicina também cresceu: o percentual de unidades públicas que oferecem teleconsulta saltou de 15% para 21% entre 2022 e 2023.

Apesar da evolução, ainda há obstáculos importantes. A falta de integração entre sistemas é um dos principais. A capacitação também precisa avançar: apenas 23% dos médicos e enfermeiros fizeram cursos de informática em saúde no ano anterior à pesquisa.

Em relação à segurança da informação, mesmo com 88% dos estabelecimentos usando antivírus e 83% protegendo o acesso por senha, menos da metade (47%) treinou a equipe para lidar com segurança digital.

O setor público enfrenta mais limitações, com menor estrutura e menor adesão às exigências da LGPD.

Ou seja, a tecnologia na saúde está mais presente, mas o avanço completo exige foco na integração dos dados, capacitação das equipes e reforço das políticas de segurança.

Quais são as principais aplicações da tecnologia na saúde?

Análise de exames médicos

Ferramentas com inteligência artificial na saúde analisam exames de imagem e laboratoriais com mais rapidez e confiabilidade.

Elas cruzam dados clínicos para identificar padrões e apoiar a identificação precoce de doenças, o que ajuda a evitar falhas nos diagnósticos e fortalece a tomada de decisão médica com base em dados concretos.

Suporte ao paciente e triagem

Chatbots e sistemas inteligentes ajudam a realizar a triagem inicial com base nos sintomas relatados.

Também agilizam o agendamento e mantêm o paciente informado durante o tratamento, com lembretes e orientações personalizadas.

O atendimento se torna mais organizado, reduz filas e melhora a gestão do tempo das equipes de saúde.

Gestão de hospitais e clínicas

A tecnologia na saúde melhora a previsibilidade da gestão e reduz falhas no dia a dia dos hospitais, clínicas, indústria farmacêutica e outras instituições de saúde.

Com a automação de processos, os hospitais e as clínicas conseguem organizar estoques com base no consumo real, evitar desperdícios, gerenciar escalas de forma mais eficiente e integrar os agendamentos ao prontuário eletrônico.

Isso facilita o acompanhamento da jornada do paciente e traz mais controle sobre os recursos e atividades operacionais. 

Segurança e proteção de dados

Blockchain, criptografia e controle de acessos protegem os dados médicos durante o armazenamento e o compartilhamento entre diferentes sistemas e profissionais.

Essas tecnologias evitam acessos indevidos, previnem vazamentos e ajudam a garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso às informações sensíveis dos pacientes.

Quais são as tendências da tecnologia na saúde a partir de 2025?

Inteligência Artificial (IA) e IA generativa

Uma pesquisa da Philips, realizada em 2024, mostrou que 67% dos líderes de saúde no Brasil já investem ou pretendem investir em IA generativa nos próximos três anos.

Essa tecnologia é usada para interpretar exames, fornecer diagnósticos com mais rapidez, personalizar o tratamento de acordo com o histórico clínico e apoiar as decisões médicas com base em grandes volumes de dados.

A IA também contribui para reduzir a sobrecarga/burnout das equipes com tarefas administrativas, como preenchimento de prontuários e elaboração de relatórios.

Big Data e análise de dados

Apesar do potencial, 92% dos líderes de saúde no Brasil enfrentam dificuldades para integrar dados de forma eficiente, ainda de acordo com dados da Phillips.

A interoperabilidade entre sistemas ainda é um obstáculo, o que impacta diretamente a agilidade no atendimento e a qualidade das decisões clínicas.

O uso de Big Data na saúde depende da padronização e da segurança no uso das informações, e quando bem aplicado, permite reunir dados de diferentes fontes — como exames, histórico clínico e uso de medicamentos — em uma única visão.

Com isso, é possível ter uma análise mais precisa, prever riscos e contribuir para a personalização de tratamentos.

Computação em nuvem

O cloud computing permite armazenar dados com segurança, integrar diferentes unidades de saúde e acessar prontuários com mais agilidade. Essa conectividade facilita a troca de informações clínicas, garante a continuidade no cuidado e impulsiona a saúde digital.

A computação em nuvem também dá suporte aos atendimentos remotos por plataformas, como o Google Meet, ampliando o acesso a consultas, especialmente em regiões com baixa cobertura médica.

Blockchain e segurança de dados

O blockchain é usado para proteger prontuários eletrônicos, prevenir fraudes e validar transações médicas com mais segurança.

A tecnologia de blockchain garante rastreabilidade das informações e permite que médicos, hospitais e operadoras compartilhem dados com transparência e controle. 

Dessa forma, é possível reduz riscos, reforçar a confiança entre os envolvidos e atender às exigências da LGPD na troca de informações sensíveis.

Internet das Coisas (IoT) e dispositivos vestíveis

A Internet das Coisas (IoT) e dispositivos vestíveis permitem acompanhar a saúde do paciente à distância, com sensores conectados a aplicativos e sistemas médicos.

Esses dispositivos monitoram sinais vitais, detectam alterações clínicas e acionam alertas automáticos quando necessário.

Em casos de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, isso permite agir com rapidez e evitar agravamentos.

Os dados coletados ajudam a ajustar o tratamento de forma mais precisa e a manter o acompanhamento contínuo, mesmo fora do ambiente hospitalar.

Telemedicina e atendimento remoto

Segundo a pesquisa da Philips, 70% dos gestores afirmam que a telemedicina ajudou a enfrentar a escassez de médicos, especialmente em áreas com baixa cobertura.

A tendência é que esse modelo cresça nos próximos anos, com consultas por vídeo, atendimento via aplicativo e dispositivos integrados ao histórico do paciente.

Esse formato amplia o acesso à saúde, agiliza o atendimento e mantém a qualidade, mesmo a distância.

Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR)

A Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR) são aplicadas em treinamentos médicos, simulações de cirurgias e reabilitação física de pacientes.

A imersão proporcionada por essas tecnologias contribui para o desenvolvimento de habilidades técnicas, redução de riscos em procedimentos reais e aceleração da recuperação dos pacientes ao tornar os exercícios mais interativos e motivadores.

Medicina personalizada e genômica

Com análise genética, é possível prever riscos, identificar predisposições hereditárias e traçar estratégias de tratamento de acordo com o perfil de cada paciente.

Isso permite intervir com antecedência, melhorar os resultados clínicos e embasar as decisões médicas em dados confiáveis.

Automação de processos hospitalares

Desde o fluxo de atendimento até o controle de estoque, a automação substitui tarefas manuais, evita retrabalho e garante mais precisão nos processos. 

A automatização melhora a produtividade das equipes e libera tempo para que os profissionais possam focar no cuidado com os pacientes.

Sustentabilidade hospitalar

A pesquisa da Philips ainda mostrou que 67% dos gestores já consideram o impacto ambiental ao adquirir soluções e equipamentos.

A tecnologia na saúde contribui diretamente para esse avanço: reduz o uso de papel, melhora a eficiência energética, ajuda no controle de insumos e permite processos mais limpos e inteligentes.

SantoiD: como garantir segurança digital na área da saúde?

A segurança digital na área da saúde exige soluções que acompanham a complexidade do setor, sem abrir mão da eficiência. O SantoiD, desenvolvido pela SantoDigital, é uma solução que permite a organização de dados sensíveis, gestão de documentos e padronização de processos sem comprometer a conformidade com a LGPD.

Um exemplo disso é o case da Orizon. Com o apoio do SantoiD, a empresa alcançou 70% de automação na análise de documentos e 99% de acurácia nos modelos aplicados. Os impactos são diretos: menos retrabalho, mais agilidade nas análises e uma operação com escala para crescer.

Tecnologias como essa mostram que é possível melhorar a performance e cuidar da segurança dos dados ao mesmo tempo. Elas ajudam as equipes médicas a manterem o foco no que mais importa: o cuidado com o paciente.

Conheça o case completo da Orizon com o uso do SantoiD e veja como a tecnologia pode apoiar a sua instituição de saúde!

Resumindo

O que é tecnologia aplicada na saúde?

A tecnologia aplicada na saúde é o uso de soluções digitais para otimizar o atendimento, organizar processos e melhorar o uso de dados em hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde.

Qual a importância da tecnologia para a saúde?

A tecnologia melhora diagnósticos, reduz o tempo de atendimento, evita erros operacionais e fortalece a segurança dos dados, além de melhorar toda a jornada do paciente.

Quais são as tecnologias da saúde?

As principais tecnologias na saúde são: inteligência artificial, Big Data, telemedicina, blockchain, IoT, computação em nuvem, realidade aumentada, automação hospitalar e análise genômica.

Créditos da imagem: Freepik

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