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- abr 3, 2025
A tecnologia na saúde responde aos principais gargalos do setor: alto volume de atendimentos, diagnósticos que precisam ser cada vez mais rápidos e uma gestão que exige mais precisão com menos recursos.
O problema é que muitos hospitais ainda lidam com dados fragmentados, equipes sobrecarregadas e sistemas que não se integram.
Neste artigo, mostramos como a tecnologia resolve essas questões e melhora a experiência para todos os envolvidos. Acompanhe!
A tecnologia na saúde refere-se ao uso ferramentas digitais para apoiar o atendimento ao paciente, melhorar a gestão hospitalar e tornar o uso de dados mais eficiente.
Isso envolve desde prontuários eletrônicos até soluções com inteligência artificial, telemedicina e automação de tarefas clínicas.
A tecnologia na saúde é importante, pois assegura:
A pesquisa TIC Saúde 2023 mostra que a tecnologia na saúde já é realidade em boa parte das instituições brasileiras. Hoje, 98% dos estabelecimentos utilizam computadores e 99% têm acesso à internet. O prontuário eletrônico está presente em 87% deles — número que era de 74% em 2016.
A telemedicina também cresceu: o percentual de unidades públicas que oferecem teleconsulta saltou de 15% para 21% entre 2022 e 2023.
Apesar da evolução, ainda há obstáculos importantes. A falta de integração entre sistemas é um dos principais. A capacitação também precisa avançar: apenas 23% dos médicos e enfermeiros fizeram cursos de informática em saúde no ano anterior à pesquisa.
Em relação à segurança da informação, mesmo com 88% dos estabelecimentos usando antivírus e 83% protegendo o acesso por senha, menos da metade (47%) treinou a equipe para lidar com segurança digital.
O setor público enfrenta mais limitações, com menor estrutura e menor adesão às exigências da LGPD.
Ou seja, a tecnologia na saúde está mais presente, mas o avanço completo exige foco na integração dos dados, capacitação das equipes e reforço das políticas de segurança.
Ferramentas com inteligência artificial na saúde analisam exames de imagem e laboratoriais com mais rapidez e confiabilidade.
Elas cruzam dados clínicos para identificar padrões e apoiar a identificação precoce de doenças, o que ajuda a evitar falhas nos diagnósticos e fortalece a tomada de decisão médica com base em dados concretos.
Chatbots e sistemas inteligentes ajudam a realizar a triagem inicial com base nos sintomas relatados.
Também agilizam o agendamento e mantêm o paciente informado durante o tratamento, com lembretes e orientações personalizadas.
O atendimento se torna mais organizado, reduz filas e melhora a gestão do tempo das equipes de saúde.
A tecnologia na saúde melhora a previsibilidade da gestão e reduz falhas no dia a dia dos hospitais, clínicas, indústria farmacêutica e outras instituições de saúde.
Com a automação de processos, os hospitais e as clínicas conseguem organizar estoques com base no consumo real, evitar desperdícios, gerenciar escalas de forma mais eficiente e integrar os agendamentos ao prontuário eletrônico.
Isso facilita o acompanhamento da jornada do paciente e traz mais controle sobre os recursos e atividades operacionais.
Blockchain, criptografia e controle de acessos protegem os dados médicos durante o armazenamento e o compartilhamento entre diferentes sistemas e profissionais.
Essas tecnologias evitam acessos indevidos, previnem vazamentos e ajudam a garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso às informações sensíveis dos pacientes.
Uma pesquisa da Philips, realizada em 2024, mostrou que 67% dos líderes de saúde no Brasil já investem ou pretendem investir em IA generativa nos próximos três anos.
Essa tecnologia é usada para interpretar exames, fornecer diagnósticos com mais rapidez, personalizar o tratamento de acordo com o histórico clínico e apoiar as decisões médicas com base em grandes volumes de dados.
A IA também contribui para reduzir a sobrecarga/burnout das equipes com tarefas administrativas, como preenchimento de prontuários e elaboração de relatórios.
Apesar do potencial, 92% dos líderes de saúde no Brasil enfrentam dificuldades para integrar dados de forma eficiente, ainda de acordo com dados da Phillips.
A interoperabilidade entre sistemas ainda é um obstáculo, o que impacta diretamente a agilidade no atendimento e a qualidade das decisões clínicas.
O uso de Big Data na saúde depende da padronização e da segurança no uso das informações, e quando bem aplicado, permite reunir dados de diferentes fontes — como exames, histórico clínico e uso de medicamentos — em uma única visão.
Com isso, é possível ter uma análise mais precisa, prever riscos e contribuir para a personalização de tratamentos.
O cloud computing permite armazenar dados com segurança, integrar diferentes unidades de saúde e acessar prontuários com mais agilidade. Essa conectividade facilita a troca de informações clínicas, garante a continuidade no cuidado e impulsiona a saúde digital.
A computação em nuvem também dá suporte aos atendimentos remotos por plataformas, como o Google Meet, ampliando o acesso a consultas, especialmente em regiões com baixa cobertura médica.
O blockchain é usado para proteger prontuários eletrônicos, prevenir fraudes e validar transações médicas com mais segurança.
A tecnologia de blockchain garante rastreabilidade das informações e permite que médicos, hospitais e operadoras compartilhem dados com transparência e controle.
Dessa forma, é possível reduz riscos, reforçar a confiança entre os envolvidos e atender às exigências da LGPD na troca de informações sensíveis.
A Internet das Coisas (IoT) e dispositivos vestíveis permitem acompanhar a saúde do paciente à distância, com sensores conectados a aplicativos e sistemas médicos.
Esses dispositivos monitoram sinais vitais, detectam alterações clínicas e acionam alertas automáticos quando necessário.
Em casos de doenças crônicas, como diabetes ou hipertensão, isso permite agir com rapidez e evitar agravamentos.
Os dados coletados ajudam a ajustar o tratamento de forma mais precisa e a manter o acompanhamento contínuo, mesmo fora do ambiente hospitalar.
Segundo a pesquisa da Philips, 70% dos gestores afirmam que a telemedicina ajudou a enfrentar a escassez de médicos, especialmente em áreas com baixa cobertura.
A tendência é que esse modelo cresça nos próximos anos, com consultas por vídeo, atendimento via aplicativo e dispositivos integrados ao histórico do paciente.
Esse formato amplia o acesso à saúde, agiliza o atendimento e mantém a qualidade, mesmo a distância.
A Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR) são aplicadas em treinamentos médicos, simulações de cirurgias e reabilitação física de pacientes.
A imersão proporcionada por essas tecnologias contribui para o desenvolvimento de habilidades técnicas, redução de riscos em procedimentos reais e aceleração da recuperação dos pacientes ao tornar os exercícios mais interativos e motivadores.
Com análise genética, é possível prever riscos, identificar predisposições hereditárias e traçar estratégias de tratamento de acordo com o perfil de cada paciente.
Isso permite intervir com antecedência, melhorar os resultados clínicos e embasar as decisões médicas em dados confiáveis.
Desde o fluxo de atendimento até o controle de estoque, a automação substitui tarefas manuais, evita retrabalho e garante mais precisão nos processos.
A automatização melhora a produtividade das equipes e libera tempo para que os profissionais possam focar no cuidado com os pacientes.
A pesquisa da Philips ainda mostrou que 67% dos gestores já consideram o impacto ambiental ao adquirir soluções e equipamentos.
A tecnologia na saúde contribui diretamente para esse avanço: reduz o uso de papel, melhora a eficiência energética, ajuda no controle de insumos e permite processos mais limpos e inteligentes.
A segurança digital na área da saúde exige soluções que acompanham a complexidade do setor, sem abrir mão da eficiência. O SantoiD, desenvolvido pela SantoDigital, é uma solução que permite a organização de dados sensíveis, gestão de documentos e padronização de processos sem comprometer a conformidade com a LGPD.
Um exemplo disso é o case da Orizon. Com o apoio do SantoiD, a empresa alcançou 70% de automação na análise de documentos e 99% de acurácia nos modelos aplicados. Os impactos são diretos: menos retrabalho, mais agilidade nas análises e uma operação com escala para crescer.
Tecnologias como essa mostram que é possível melhorar a performance e cuidar da segurança dos dados ao mesmo tempo. Elas ajudam as equipes médicas a manterem o foco no que mais importa: o cuidado com o paciente.
Conheça o case completo da Orizon com o uso do SantoiD e veja como a tecnologia pode apoiar a sua instituição de saúde!
A tecnologia aplicada na saúde é o uso de soluções digitais para otimizar o atendimento, organizar processos e melhorar o uso de dados em hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde.
A tecnologia melhora diagnósticos, reduz o tempo de atendimento, evita erros operacionais e fortalece a segurança dos dados, além de melhorar toda a jornada do paciente.
As principais tecnologias na saúde são: inteligência artificial, Big Data, telemedicina, blockchain, IoT, computação em nuvem, realidade aumentada, automação hospitalar e análise genômica.
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