NoOps: o que você precisa saber

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NoOps: o que você precisa saber

NoOps: o que você precisa saber

Há aqueles que afirmam que a evolução da cultura de DevOps levará à adoção generalizada de uma estratégia de desenvolvimento de software onde os desenvolvedores não dependem da área de operações de TI. O interesse por essa estratégia, conhecida como “NoOps”, tem atraído muita atenção ultimamente, mas ainda está longe de se tornar uma realidade. Embora algumas organizações tenham iniciado a implementação de NoOps, a adoção ampla não acontecerá da noite para o dia.

Ainda assim, é bom manter uma mente aberta sobre novas abordagens que reivindicam um potencial revolucionário. E certamente vale a pena observar como o NoOps pode beneficiar sua fábrica de software. Quer saber mais? Continue lendo!

As mudanças na área de operações

Em 2017, o ciberataque WannaCry atingiu organizações em todo o mundo. Se há uma coisa garantida para chamar a atenção do público para a área de operações na TI são notícias sobre os principais ataques, que podem ocorrer com a falha em atualizar ou corrigir softwares conhecidos por apresentarem vulnerabilidades de segurança.

Sem dúvida, alguns profissionais de TI estavam se sentindo um pouco desanimados quando a notícia foi divulgada. Outros podem estar se sentindo um pouco defensivos, vendo as operações de TI retratadas de uma forma tão negativa.

Isso é esperado no contexto da cultura de DevOps, que parece reduzir a necessidade de pessoal de operações de tal forma que algumas pessoas começaram a falar sobre o fim das operações de TI como nós conhecemos — NoOps sendo a palavra de ordem que chegou para descrever esta situação.

O termo NoOps não é tão novo quanto você imagina. Já em 2013, se falava sobre esta ser a evolução lógica do DevOps. Dessa perspectiva, parece que o NoOps sempre foi destinado a ser o resultado lógico do DevOps. Mas as coisas são tão claras? O DevOps inevitavelmente leva à minimização de operadores ou é um chavão e nada mais?

DevOps versus NoOps

O DevOps é agora um método bem estabelecido para a implantação contínua de aplicativos e softwares, que é um requisito para permanecer competitivo diante da transformação digital. A parte operacional do DevOps lida com gerenciamento de configurações e gerenciamento de versões, mas raramente se preocupa com a execução de datacenters ou com a implantação de máquinas virtuais.

Essas tarefas são deixadas, principalmente, para um provedor de serviços em nuvem. Se ainda houver uma equipe interna de TI encarregada de tais tarefas, pode ser difícil fornecer um ambiente serveless, sem servidor.

Basicamente, enquanto no DevOps o desenvolvimento e operações trabalham juntos em cada fase da criação de aplicativos e softwares, no NoOps essas duas áreas não precisam interagir.

Esta é a única maneira que os desenvolvedores podem usar metodologias de DevOps para implantar aplicativos em casa com a mesma facilidade que eles encontrariam em um serviço baseado em nuvem se tiverem pouco conhecimento de operações tradicionais.

Tornando o NoOps uma realidade

Então, os próximos desenvolvedores de aplicativos não estão tendo que lidar com profissionais de operações? É possível automatizar as tarefas de criação e gerenciamento de infraestrutura necessárias para criar e implantar versões de aplicativos e, embora isso seja um desafio, permitiria que os desenvolvedores gerenciassem e mantivessem códigos ativos, além de seu código de desenvolvimento.

Ainda restam dúvidas sobre qual tecnologia seria necessária para tornar esse cenário uma realidade (monitoramento, feedback e análise de causa raiz vêm à mente). E quanto ao papel contínuo das operações internas? Esse cenário só é possível com a infraestrutura de nuvem ou poderia ser realizado com infraestrutura no local?

Embora o conceito de NoOps esteja por aí há algum tempo, sua adoção generalizada parece um pouco distante — e não necessariamente inevitável. Talvez a verdadeira questão seja: se isso acontecer, com que eficácia permitirá às empresas maximizar a produtividade de suas fábricas de software?

Será interessante ver como os primeiros usuários se beneficiam dessa nova realidade e se ela possibilitará sua transformação digital tão necessária.

Aproveite e veja se sua empresa está preparada para a transformação digital com as dicas do nosso artigo sobre o assunto!

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