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- fev 5, 2026
O modo como você conversa com um modelo de inteligência artificial influencia diretamente a qualidade do resultado. Por isso, entender os diferentes tipos de prompt deixou de ser um detalhe técnico e passou a ser uma habilidade prática para quem usa a tecnologia no dia a dia.
Prompts não são apenas comandos. Eles funcionam como instruções estruturadas que orientam o modelo sobre o que fazer, como raciocinar e qual formato entregar. Quando bem construídos, reduzem retrabalho, aumentam a precisão e tornam o uso da IA mais previsível.
Neste conteúdo, você vai conhecer 10 estruturas essenciais de prompt, organizadas por objetivo, para usar a IA de forma mais estratégica e consistente.
Dominar os tipos de prompt significa aprender a traduzir a intenção humana em instruções claras para a IA. Assim como em uma linguagem de programação, cada estrutura orienta o modelo de uma forma específica.
Prompts genéricos tendem a gerar respostas genéricas. Já prompts bem definidos ajudam o modelo a compreender contexto, papel, limites e expectativa de saída. Isso vale tanto para tarefas simples quanto para análises mais complexas.
Na prática, dominar diferentes tipos de prompt permite controlar melhor o comportamento da IA, evitar respostas vagas e extrair valor real da tecnologia, sem depender de tentativa e erro constante.
Esses prompts são usados quando o objetivo é executar tarefas diretas, com baixa ambiguidade e alto grau de repetição. Funcionam bem em cenários nos quais clareza e consistência são mais importantes do que exploração criativa.
O zero-shot prompt apresenta apenas a instrução, sem exemplos prévios. O modelo resolve a tarefa com base no conhecimento geral que já possui.
É indicado quando a tarefa é simples e bem definida, como resumir um texto, explicar um conceito ou gerar uma lista objetiva.
Exemplo: “Explique o que é computação em nuvem em até três parágrafos.”
No one-shot prompt, você fornece um único exemplo antes da tarefa. No few-shot, apresenta dois ou mais exemplos. Isso ajuda o modelo a compreender o padrão esperado.
Esses formatos são úteis quando o estilo, o formato ou o nível de detalhe da resposta fazem diferença.
Exemplo:
Pergunta: O que é API?
Resposta: API é um conjunto de regras que permite a comunicação entre sistemas.
Agora responda: O que é webhook?”
O prompt de input/output define com clareza o que entra e como deve ser a saída. Essa estrutura reduz ambiguidades e facilita o uso em automações.
É comum em fluxos repetitivos, como classificação, extração de dados ou formatação de respostas.
Exemplo:
“Entrada: descrição de um produto.
Saída: título com até 60 caracteres e descrição com até 155 caracteres.”
Aqui, o foco deixa de ser apenas a tarefa e passa a ser como o modelo deve se comportar ao responder.
No role prompting, você define um papel para a IA assumir. Isso ajuda a ajustar tom, profundidade e abordagem da resposta.
Exemplo:
“Você é um consultor de tecnologia especializado em cloud computing. Explique…”
Esse tipo de prompt aumenta a coerência e melhora o alinhamento com o público.
Esse formato combina informações de contexto com uma tarefa clara. Ele evita respostas genéricas ao situar o modelo dentro de um cenário específico.
Exemplo:
“Considere uma empresa de médio porte do setor financeiro. Explique como a automação pode reduzir custos operacionais.”
Quanto mais relevante o contexto, melhor a resposta.
O system prompting define regras fixas de comportamento, limites e prioridades. Ele é comum em aplicações mais avançadas e agentes de IA.
Exemplo:
“Você deve responder de forma objetiva, sem usar termos técnicos e sem ultrapassar 150 palavras.”
Esse tipo de prompt ajuda a manter consistência ao longo de várias interações.
Essas estruturas são usadas quando a tarefa exige análise, lógica ou tomada de decisão, e não apenas geração direta de texto.
O Chain of Thought orienta o modelo a pensar passo a passo antes de responder. Ele melhora a qualidade de respostas em problemas mais complexos.
Exemplo:
“Explique o raciocínio passo a passo antes de chegar à resposta final.”
Esse formato reduz erros em tarefas analíticas.
No step-back prompting, você solicita ao modelo para dar um passo atrás e analisar o problema de forma mais abstrata antes de responder.
Exemplo:
“Antes de responder, explique quais princípios gerais se aplicam a esse problema.”
Isso ajuda a evitar respostas superficiais.
O Tree of Thoughts estimula o modelo a explorar múltiplas possibilidades antes de escolher a melhor resposta.
É útil em planejamento estratégico, brainstorming e tomada de decisão complexa.
Exemplo:
“Liste três abordagens possíveis, avalie prós e contras e escolha a melhor.”
O ReAct combina raciocínio e ação. O modelo explica o pensamento e executa etapas práticas em sequência.
Esse formato é comum em agentes que interagem com ferramentas, dados ou APIs.
Exemplo:
“Analise o problema, explique o raciocínio e, em seguida, proponha a ação recomendada.”
Na prática, os melhores resultados surgem quando você combina diferentes estruturas em um único prompt.
Antes de escrever o prompt, responda para si: O que eu quero? Para quem? Em qual formato? Essas definições evitam retrabalho e respostas desalinhadas.
Raramente o primeiro prompt é perfeito. Ajustar instruções, exemplos ou contexto faz parte do processo. Pequenas mudanças podem gerar melhorias significativas na qualidade da resposta.
Unir persona + Chain of Thought é uma das formas mais eficazes de obter respostas estratégicas.
Exemplo:
“Você é um consultor sênior. Analise passo a passo e recomende a melhor decisão.”
Dominar os tipos de prompt é aprender a se comunicar melhor com a inteligência artificial. Cada estrutura resolve um tipo de problema, do mais simples ao mais complexo.
Quando você entende essas diferenças e sabe combiná-las, o uso da IA deixa de ser experimental e passa a ser intencional, previsível e estratégico.
Mais do que escrever comandos, criar bons prompts exige clareza de pensamento, objetivos bem definidos e orientação correta da tecnologia para gerar valor.
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São estruturas de instrução usadas para orientar como a IA deve interpretar uma tarefa, raciocinar e entregar a resposta, influenciando diretamente a qualidade do resultado.
Existem prompts de instrução (zero-shot, few-shot), de contexto e comportamento (persona, system prompt) e de raciocínio complexo (Chain of Thought, Tree of Thoughts, ReAct).
Depende do objetivo. Tarefas simples funcionam melhor com prompts diretos, enquanto análises e decisões complexas exigem combinação de contexto, persona e raciocínio estruturado.
Crédito da imagem: Freepik.